Fiz...fiz...

 

De meus dias fiz teus, de minhas noites, de meu ar, de meu tempo...

 

Dias que o sol batia no rosto você me era a brisa a tocar-me e proteger-me,

 

nas noites frias meu aconchego meu calor a roçar tua pele a minha, de meu

 

futuro que ja não mais poderia ser desenhado sem você

 

Nos dias que se passam como se fossem minutos agora sozinho passo

 

entrego-me a este vazio que dói dói dói

 

As doces lembranças, as juras, de amor, dias que se fizeram repletos de

 

amor e outros que se fizeram de descaso

 

Forças aonde te busco, fiz de alguém todas minhas esperanças e agora elas

se vão

No lugar do sorriso a lagrima, no lugar do sol as trevas , no lugar do futuro

 

o medo

 

Esquecido, fui por ti numa velocidade tal maior que o amor que me

 

prometia em manhas tardes e noites de prazer incontroláveis

 

Se me fostes a arvore da vida a oferecer-me o fruto do amor agora tu aos

 

poucos torna-se o carrasco a decretar meu fim...

 

 

Cristal Solitário