Venci quase tudo...

 

 

Os anos se apresentaram

e, em cada qual, ficou nossa marca .

Consegui vencer a doença,

o cansaço, o desânimo,

 passando por cada uma das coisas a mim impostas,

como se fossem pedrinhas

 e, mesmo diante dos grandes desafios,

apegava-me ao amor que sentia.

 Assim, superava-me mais uma vez...

O tempo foi dando-me chance de crescer

diante dos erros: aceitar os teus e, enfim,

vislumbrar somente a paz, em um ninho de amor,

 construído com muito suor,

 vindo de dias e noites intermináveis

 de labor constante.

Sepultei pessoas que amei...

E com elas parte de mim.

A tristeza chegava, se instalava e, por vezes,

quase me levava, para a mesma tumba;

 mas, como eu tinha a ti, conseguia buscar  forças,

 para continuar nossa história...

Mas, um dia, uma silhueta diferente, misteriosa,

em dias curtos, derrubou tudo aquilo

que pensei fosse intransponível...

 E eu não pude vencê-la, pois, no decorrer dos anos, 

para  ver-te feliz, esqueci  até mesmo de mim...

 Agora, me resta somente a lembrança de alguém,

que, para mim, sepultado está...

Tu és miragem da mentira!

 

Cristal Solitário

 
 
 
Tutoriais Denise Worisch
 
 
 
 
 
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