Estrelas cadentes...

 

E, ao caminhar pelas alamedas,

 que percorremos antes, pequenos caminhos,

 me vem a recordação de tuas mãos firmes,

 de tuas palavras doces,

 de teu carinho,

 da forma meiga,  com que cuidavas de mim...

Agora, neste caminhar solitário,

 deparo-me com mundos

 que, por vezes, assustam-me a alma...

Mas tenho que continuar!

 E, nesta alameda de saudades,

 Encontrar, em alguma esquina,

 alguém que deseje dividir comigo

 o coração e a vida...!

Alguém que faça

de seu coração meu aposento...

E que eu faça dele meu universo...!

Apenas, alguém que deseje

_no lugar da mentira oferecida pelo prazer_

 viver a eternidade doce

 do que sempre é escrita com o amor...

E, neste caminhar solitário,

 sento-me em meio aos jardins,

 os quais semeamos

e entrego meus olhos aos céus,

 que, antes, compartilhavam

nossas noites de amor...

E, hoje, o que vejo são estrelas

solitárias e cadentes...

 As lágrimas me vêm à face...

Pois, agora, vejo que até os Céus

anunciam o ponto final de algo

que o próprio Universo jamais

acreditava ter um fim...

 Algo que seria eterno, tornando-se,

agora, nada!

Cristal Solitário