Desconhecido

 

Por jardins peregrinei, flores semeei.

 Por vezes, algumas, escondiam espinhos que me feriram profundamente.

Estes espinhos que marcam a alma e ferem com tal dimensão que nos faz sentir pequenos e grandes; pequenos por termos sido feridos, e, grandes por conseguirmos suportar a tal dor.

Hoje, entre outros caminhos, prossigo a escrever minha história.

 A princípio começo sozinho, mas, logo ali, sei que alguém me espera, e aí, mais um destes desafios em que a gente chega a sentir medo de ser ferido novamente.

Mas o que é a vida senão esta grande marca do incerto?

 De algo que, por vezes, passamos a descobrir só lá mais adiante? Só depois de realmente termos feito algo?

Assim, como os pássaros que nos oferecem o canto e até semeiam campos despercebidos, por vezes, passam em nosso dia a dia.

 Vou prosseguir sempre, com a certeza de que, mesmo que me machuque, terá valido a pena tentar.

 Afinal, seria eu covarde ao dar as costas ao futuro? ... Se lá poderá estar o bálsamo de minha alma, o acalento de meu coração?

Cristal Solitário

 
 
tutoriais Denise Worisch