“TAXADO”

 

Fim de linha

 

Término de estrada.

 

Todas as culpas recaem sobre mim

 

Doem os meus ombros

 

Deixa-me em desalento.

 

Nenhuma palavra que eu diga

 

Irá convencer nenhum.

 

Estou perdido!

 

Acuado...

 

Mergulhado num mar de degredos.

 

Jogado na lama

 

Ninguém me escuta

 

Sou palavra muda

 

Enredado em trama profunda.

 

A fuga é o que me resta

 

Já que meus gritos não são ouvidos

 

E tudo me aponta.

 

Acho que vou me esconder num buraco

 

Talvez numa gruta

 

Até que o mundo me esqueça

 

Ou até que a verdade resolva dar o ar da graça.

 

Nada fiz!

 

Mas os dedos em riste me apontam

 

Desmontando-me em perseguição profunda.

 

Não vou pagar pelo que não cometi

 

Nem deixar que essa trama me enleie.

 

É... Acho que o único jeito

 

É fingir que morri

 

Quem sabe um dia a mentira sinta preguiça

 

E o fato prevaleça.

 

Por enquanto prefiro bater asas

 

Pintar minha cara com outras máscaras

 

Amanhã talvez...

 

Possa me mostrar todo lavado.

 

É...

 

Não posso deixar que as grades me enlacem

 

Afinal nada cometi

 

E sou pássaro...

 

Preso não pode viver.

 

Vou me esconder

 

Nada devo...

 

Mesmo que digam o contrário.

 

Até um dia... Talvez

 

Marcos Sergio T. Lopes – 09/08/2008