“PERVERTIDO”

 

 

Perdoa...

No reverso que me faço

Nesse complexo sem nexo

Que tripudiam tantas almas;

Aquelas que de mim se acercam.

Tão tolas... Inocentes gazelas

Prontas para o abate!

E meu corpo se debate

Tem sede...

Desejo pérfido

Incendiando minhas entranhas

Numa loucura que se assanha

Gargalha desconexa.

Tenho o corpo tão sujo

Cheio de marcas voluptuosas

Insanas loucuras.

Pensamento divaga

Vaga e arrebanha

E toma...

Se afogando na sanha.

Cego e alucinado

Não meço o pecado

Apenas o consumo de cabo a rabo

Totalmente endemoniado.

Caio de joelhos agora

Pedindo que tire desse corpo

Essa coisa que tanto me assanha

Ou me deixe em pedaço

Para que eu me esqueça de tudo

E jamais cometa tais atos:

Desavergonhados e depravados.

 

Marcos Sergio T. Lopes – 12/08/2008