MORTE

 

 

A morte eminente

Caminha por aí

Pregando seus “ais”

Realidade nua e crua; infelizmente.

Arrebanha na hora incontinente

Deixa uma dor que rasga por dentro

Uma perda oca

Num vazio que jamais vai ser preenchido.

Essa morte tirana

Não tem coração

Vive de um adeus

Que retorce profundamente

Deixando pedaços doloridos

Lembranças dragadas

Que escorrem vorazmente

Pelos olhos e pensamentos.

Dura e fria!

Fecha os olhos

Dizendo ser prá sempre.

Cala os lábios

Espantando até o sussurro da respiração que existia.

Morte é coisa esquisita

Chega quando menos se espera

Deixa-nos de braços vazios.

É despedida prá sempre

Um grito preso na garganta

Pedindo ao tempo que traga de volta

Sabendo que não vai mais voltar.

É uma perda calada

Chorada ao extremo

Um silêncio... Infinito.

Ficando apenas esse arrasar

Que faz uma devassa por dentro.

Dói agora...

Machuca amanhã...

Faz sofrer pelo resto dos dias.

E assim...

Sempre assim... E sempre.

 

Marcos Sergio T. Lopes – 21/03/2009