“CALCULISTA”

 

Chegou num momento tão vazio

Quando eu sentia tanto frio!

Arrebatou-me

Trazendo alento para os dias meus.

E as ilusões floresceram novamente

O sol iluminou intensamente

O gosto se fez

Tornando-se doce num instante.

Infinita magia...

Sonhos atropelados e embolados

Trazendo novas razões

E sensações que já havia esquecido.

Nem acreditava

Tantas palavras de amor tão rasgadas

Juras que não se estancavam.

Embarquei nas tuas palavras

Molhando no teu mar

Tornei-me viciado em você.

Célere tempo que passava

Enquanto me lambuzava

Ficando totalmente dependente de você.

Caí nos teus feitiços

Já não conseguia ver nada

Além de você.

Caem-se as máscaras, então

E as palavras se tornam amargas

E os gestos cambaleantes

Tão pobres em suas caricias.

E você se vai

Assim como chegou...

Numa golfada de vento

Sem deixar qualquer rastro.

Fico sem chão por um tempo indeterminado

Mergulhado nas lembranças

Sonhando com tuas meias verdades.

Levanto-me um dia

Só aí enxergo a realidade:

Você se foi e levou tudo consigo;

Deixou minha casa vazia!

Aproveitou-se das minhas carências

Vendou meus olhos

Tirou tudo de mim

E partiu...

Nunca mais tive noticias de você

Perdi tudo que tinha

Sucumbi diante da vida

Enquanto em algum lugar você sorri

Acabou comigo

Levando consigo o suor de uma vida

Sem pena alguma...

Deixou-me em total desgraça.

 

Marcos Sergio T. Lopes  - 14/08/2008